-Uma doce menina, meiga, pequena, com pele branca e cabelos lisos, com mãos delicadas e um sorriso forte, cativante e exuberante.
-Um rapaz duvidoso, meio sem jeito, não muito alto, com pele morena e cabelos castanhos, olhos grandes, sem saber de fato onde é o rumo da vida, "o bobo da galera, o idiota que ama se amostrar".
Um momento em que o interesse, o sentimento e as vontades se tornam impossíveis, um caos para um sentimento. Passam-se anos, vidas após vidas através de um prazo de validade pela qual a amizade entre esses dois jovens se fortificou, onde o ciúmes foi um "estalo", no sentimento puro na criação dos anos.
"21 de Julho de 1965 - 14h36" -Palavras do rapaz-
"Conversamos no dia anterior, ela me parecia triste, que havia acabado de chorar, que olhava para o teto de sua casa e a unica solução que via era se encontrar em outro lugar, suas palavras eram longas, mas ao mesmo tempo curtas demais para dizê-las, meio com dor, meio não querendo saber, meio tudo e meio nada... Foi então que me propus a visita-la, felizmente com grande paixão de abraça-la, se preciso fosse não falaria nada, iria apenas dizer que tudo iria ficar bem e que minhas curtas palavras iriam amenizar a dor.
No dia seguinte nos encontramos. Foi esplêndido, lá estava ela com a cabeça erguida e grande chapéu floppy, "seu vestido era de bolinhas, sua sapatilha era vermelha com uma presilha branca, estava com um sinto fino na cintura prendendo o vestido dando a impressão de que era um vestido rodado, meias brancas como neve. Seus cabelos... Lindos, lisos e castanho e bem macio, maquiagem simples, com um batom bem vermelho". Do outro lado da rua, eu havia avistado um anjo, sua presença acabara de cegar minhas vistas para qualquer outra coisa, surpreendentemente eu me apaixonara novamente, sem razão, sem conversas, sem motivos, só era a nostalgia daquela noite, onde ninguém se fazia presente com a sua presença. Meu coração voltara a bater como à 6 anos, minha cabeça já não pensa em mais nada, fecho minhas mãos e vejo o suor se acumulando, pois o nervosismo toma conta de mim. Poder enfim abraça-la novamente trouxe paz para mim, mas uma paz de superação, de enfim ter a grande oportunidade de fazê-la feliz, com pelo menos, no minimo em meu grande esforço, abraça-la e mais nada!
Foram horas conversando, o que de fato eu imaginara que iria acontecer, só não sabia como. Aquele momento em que a noite chega com uma bela vista do céu sorrindo para nós, dançava-mos pela rua, sem nenhuma vergonha, sem nenhum receio, ao som de "Frank Sinatra, homenageando aquelas luzes lindas daquela noite maravilhosa -New York New York"- Naquela noite? Tirei o chapéu para ela. Meu casaco? Coloquei na poça de água para que não molhastes os pés. E então dançava-mos e dançava-mos, sem nenhum carro na rua, esperava-mos o sinal se fechar para atravessar-mos, e na "faixa de pedestre?" Dançava-mos e com grande sorriso e alegria em nossos olhos eu a girava... Até que por "fim", o inesperado, o irreal aconteceu. Pois ouve o mais doce e belo beijo da minha vida. Foi como se todas as esperanças, sonhos voltassem a existir. Foi esplêndido. Um beijo, um abraço, uma música, um momento, uma dança. Duas vidas em uma só, dois corações em um único objetivo, tantas e tantas especulações, mas nada tão grande quanto o amor!
-Jhuan Neuber-
-Jhuan Neuber-

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