segunda-feira, 3 de março de 2014

Desabafo.



O mundo precisa desabafar, precisa se expressar, crescer e não ter vergonha de seus sentimentos. 
-Eu mudaria todas as cores por azul, correria sim pelo mundo a procura de uma fotografia perfeita, até iria à lugares sem interpretes para viver a aventura da própria “vergonha” de não saber o idioma! Que vergonha que nada, é apenas cultural, é apenas uma vivência, o tempo, a construção de novos dias! Eu colocaria roupas pretas de couro, bandana na cabeça, coturnos e compraria sim uma “Harley Davidson” e jogaria meu celular e relógios fora simplesmente para me perder no tempo, conhecendo novas estradas. Eu preciso compartilhar isso. Preciso dizer que escreveria um livro, ou uma manchete sobre moda, escreveria um artigo sobre a 3ª guerra mundial caso acontecesse, e não teria medo de morrer na faixa de gaza, pois saberia que o mundo ali se acabaria! Eu diria que o amor vale a pena quantas vezes fosse necessário para que o mais incrédulo dos incrédulos intendessem que acreditar não bastar querer, precisa permitir-se a viver. Eu diria que nada mais importa, nada mais importaria, se tudo ou qualquer coisa fosse importante. Eu preciso gritar isso. Gritar para o mundo ouvir o quanto o mundo precisa desabafar, o que faria e o que deixaria de fazer, o que conheceria e o que nunca teria coragem de conhecer! Precisamos desabafar mais vezes, pois calar-se é a maior das covardias que o homem pode cometer, afinal um grito sem eco não soa como um sino que chama rebanhos! Precisamos gritar, pular, desabafar e desabafar, se afagar para um dia não se afogar. Se afogar nos próprios gritos e choros, nos próprios impedimentos de felicidade.
                
                             -Jhuan Neuber-

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