terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Cidade Grande.

Nessa cidade grande, onde existem prédios altos, carros e motos se movimentando, pessoas falando, agitadas e estressadas. Nessa cidade grande, onde vemos grandes atos, atos que são guardados por toda uma vida. Nessa cidade grande onde se vê a poeira misturada com o vento batendo em seus rostos, misturados pela água ácida da chuva que se transforma em lama. Nessa cidade grande onde pessoas se tornam grandes por suas máscaras. Nessa cidade grande, onde cada dia é um novo dia de destruição e de mentiras. Nessa cidade grande, onde vários rostos estampados na mesma pessoa se apossa de várias características, de várias vozes, de vários sentimentos. Nessa cidade grande, onde se tem essa mascara grande. Que se esconde, foge e finge. 

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Se escorre.

A essência é a verdadeira paz, aquela a que se faz com verdade. o interior puro, o interior transparente como água. Sem poluir, sem extrair do ruim algo que possa apodrecer. A verdadeira essência, se faz, se constrói, não se joga fora, nem se embola e nem se destrói. Essência essa que se escorre, entoe com bom e alto som, com tons de paz. 

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Nada

Nada tão grande quanto o vazio, uma vasta imensidão de nada, que é tão cheio. Cheio de espaço vazio no campo tão grande que poderia ter tudo. Uma confusão tão grande quanto o não pensar em nada. Um fundo infinito de possibilidades que some, desaparece ou nunca existiu. Pode-se dizer que dentro de uma vasta imensidão, não existe o nada, mas em um minusculo espaço, tem o tudo...

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Cabelos

De cabelos em pé, bagunçados, espalhado sobre o rosto suado. 
Assustado nessa bagunça que se tornou o corpo, arrepiado.
Vai, entenda, vai e busca. De cabelos em pé, bagunçados. 
É secreto, é o resto. Sobre o rosto um pano branco, uma bagunça. 
De perto ou de longe, bem rápido, o vento bagunça o cabelo, suado e assustado, está ele de cabelos bagunçados. 

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Do alto.

Lá fora, no alto, um alguém para encontrar, um segredo, tudo se vê. 
Lá longe, bem do alto, águas caem, com cheiro de flores, nuvens cinzas. 
Um preço alto, pequenos atos, desapego ao preço. 
Lá bem longe, de perto, virado, sem espaço, com muito tempo no ar. 
Bem ali, logo ali, um gigante de aço, frágil e forte, um coração de carne, um apego imenso. 
Súbito, impacto, forte. 
Chamem todos, vejam, lá vem, do alto. 


Little man on the moon, can I pay you a visit?
Things are hard right now; I’m in need of your spirit.
I know the stars in the sky will reply with advice.
And on my walks in the dark, you always seem quite nice.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Um espasmo.

Em um mundo, onde se vê vários outros mundos, virados de cabeça para baixo, nada se prende no chão, mas cai, como se a força da gravidade o puxasse para cima. Num mundo em que nada se entende nem se compreende, repleto de magia, e de coisas estranhas. Nas entranhas do núcleo da terra. Se esquenta e nem se aparenta. Não é de fora para dentro, e sim de dentro para fora. Um grito, um espasmo, um susto, um estalo, um despertar, um acordar. Surge então a vontade de espreguiçar, de bocejar, de querer sair e não se sustentar no caminhar, que leva, à vida.  

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Pronomes.

Percebemos então que o pseudônimo "eu" prende-se dentro de um espelho sem espessura nem tamanho que o possa definir. Espelho da vida que reflete sobre os olhos, o vazio de dentro do coração, e de uma mente totalmente cheia e transbordante de pensamentos vãos que sem perceber é visto como uma obra de arte. Vê-se reflexos que exalta o mais profundo ser do teu eu. Reflexos que ressalta os traços mais fortes do centro de uma pessoa. Preso num espelho que ao se olhar não consegue se enxergar, por sua visão estar tampada. Espelho esse que grita para que ele se afaste ou fale, que nos chama para quebrá-lo, para que os outros entendam que quem se prende são eles. 

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Crescer.

A cada novo dia eu cresço, cresço para baixo, para que eu não venha cair quando crescer para cima. Cresço pro menos para que quando crescer para mais, saiba somar, e não subtrair com minha auto-suficiência. Cresço todos os dias para que não venha deixar que um novo dia não deixe de ser dia de crescer. Cresço para não diminuir, cresço para que alguém possa crescer. Cresço para simplesmente não ficar menor, em minha razão ou emoção. Cresço para que alguém cresça em mim. 


Eu não sei.

Eu nem sei por onde começar, nem por onde terminar.
Não sei por onde ir, ou pra onde ir.
Não sei por onde chegar, ou até mesmo, como chegar! 
Me pergunto como posso tentar, se nem sei como tentar.
Não sei como posso fazer se não sei o que fazer.
Penso comigo como posso ser, sem nem mesmo saber quem sou.
Se isso tudo é mutável, se isso realmente se transforma.
Se tem como eu alcançar sem partir.
Se tem como chegar ao fim de uma jornada sem saber como começar essa jornada. 
Cruzamos caminhos na buscar de nos encontrarmos, e sem perceber, não nos percebemos.

E isso tudo se passa, tudo chega a um ponto em que não entendemos porque chegamos, só chegamos. 

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Um papel em branco.

Em um intervalo de espaço de tempo, supera-se toda a dor, supera-se todo o ardor, todo teor do medo. Não é o tempo, é o intervalo, um rabisco no meio do nada, ou, de tudo. Uma folha em branco, onde não consegue-se enxergar nem o inicio e nem o fim, mas, bem no meio um traço em tinta preta. A superação, a recuperação ou até mesmo a cicatriz. Uma onda imensa se emergindo no meio do nada, um caos trasbordando no meio da paz. O tempo não é a solução, o tempo é a construção, a reconstrução. Solucionar através do tempo, parecem próximos, mas estão distantes. O que transcende o superar no tempo, é a decisão, de riscar um papel em branco. 



quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Horizonte

Tem um horizonte lá em baixo, um vale da fonte, a onde nada se esconde, nada some. Tudo transparece, onde se respira o puro, onde não se sente inseguro. Daqui de cima vejo, subi para entender melhor. É uma represa, presa por muros fortes. Nada sai, mas tudo pode entrar, onde tudo pode melhorar, se revigorar, se vivificar.


quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Easy

Sentindo a paz, um calor imensurável com um vento refrescante sobre o rosto. Olhando pra cima, tentando imaginar por onde começar a contagem de  inúmeras estrelas que estar no céu. Com os braços cruzados, apoiando-se sobre uma perna alternando de acordo com o ritmo da música. Um pouco de caminhada, com os pés descalços sobre a grama molhada, com um copo grande de água com gelo. Um ar limpo, com cheiro de flores, uma suspirada, um fechar dos olhos, um sentimento, tudo fluindo como numa música, como se nunca fosse acabar, como se aquilo fosse durar para sempre. Explosões de sentimentos, controlados por pequenos e simples sorrisos.



I wanna be high, so high
I wanna be free to know the things I do are right
I wanna be free
Just me! Whoa, oh! Babe!

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Olhei no seu olhar e sorri.

Hoje amanheceu diferente, com uma tonalidade estranha no azul do céu, com o sol batendo sobre o rosto, mas um vento frio cobrindo o calor. Uma sensação de amargo e doce ao mesmo tempo. Não que seja ruim, mas se parece mais com muitos sentimentos explodindo. Hoje amanheceu diferente, mais ameno o tempo, mais calmo, como se o ontem fosse a transição para isso, uma nova história. O dia começou sorrindo e mais sereno, como se fosse ano novo.

Sabe essas épocas do ano em que a gente gera dentro de nós mesmos aquela grande expectativa para recomeçar do zero tudo o que não vivemos no ano anterior? Sabe aquela vontade grande de chegar o primeiro dia de aula, e ai vem lembranças boas da nossa infância, e então esquecemos, as brigas, os medos, as vergonhas, os erros e queremos viver como se fossemos crianças? O dia amanheceu, olhei no seu olhar e sorri. 

-Jhuan Neuber

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Versos


E então o coração se espedaça.
Se entranha, se embaraça.
Se sufoca, se isola, se embola.
Se joga, de olhos fechados.

Confia no medo, no desespero.
Se apega ao erro, busca por um acerto,
Se condena, se salva, se ameaça e se mata.
Se entrega, se quebra, se concerta.

A mente não mente, o coração se fecha.
A mente voa, o coração se enterra.
Vive e morre. 
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