-Não sei bem, estava um pouco embaçado.
Estavam cobertas de neve fresca e tão cortante quanto uma faca amolada.
Caminhava por todas as partes, o único som em que eu escutava era da minha própria respiração. Animais ou até mesmo o som do vento se sessava naquele lugar. O sol nem aparecia mais, apenas o reflexo por dentre as folhas. Olhava para o alto pedindo por socorro, gritava, chorava, até a voz não sair mais. O que me restava era um pingo de esperança. Só esperava e gritava por socorro. Ninguém ouvia, ninguém apareceu, tudo estremeceu, perdi o chão, perdi o ar. Tudo se escureceu.
-Essa é a minha alma!
Jhuan Neuber

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