sábado, 5 de abril de 2014
Fim de tarde.
O sol começou abaixar por de trás das montanhas, longe no horizonte. Pássaros passavam por entre nuvens, à procura de arvores para que pudessem amontoar seus ninhos. A noite vem chegando e, o frio sendo soprado pelo vento vindo do leste. Aquela mulher de mãos quentes, aquela poltrona aconchegante e um agasalho. Ao lado seu livro, uma luz média centralizando em seus olhos abaixo uma pagina aberta.
As páginas do livro criara vida naquele fim de tarde, suas letras aumentavam na imaginação a cada linha lida. Era fantástico entrar naquele romance como se o próprio apaixonado fosse o protagonista. Um super herói "americano".
Aos poucos a luz piscava, como se quisesse apagar. Suas dúvidas sobre tudo aumentara ao perceber que o lugar estava quieto de mais. Percebeu então que não estava mais lá. Bom... Sua mente não estava lá. Não entendeu bem, quando olhara para o alto para entender o porque daquela luz piscar. Viu estrelas ao invés de um teto. Logo voltou para si e percebeu que o vento frio não era ar condicionado, e que a mão direita estava quente porque derramou café e, sua vista não era mais de dentro de um avião, junto de sua esposa, e sim de uma rede e acompanhado de uma luminária velha, pendurada numa arvore, um livro, e de solidão!
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