Em
um intervalo de espaço de tempo, supera-se toda a dor, supera-se todo o ardor,
todo teor do medo. Não é o tempo, é o intervalo, um rabisco no meio do nada,
ou, de tudo. Uma folha em branco, onde não consegue-se enxergar nem o inicio e
nem o fim, mas, bem no meio um traço em tinta preta. A superação, a recuperação
ou até mesmo a cicatriz. Uma onda imensa se emergindo no meio do nada, um caos
trasbordando no meio da paz. O tempo não é a solução, o tempo é a construção, a
reconstrução. Solucionar através do tempo, parecem próximos, mas estão
distantes. O que transcende o superar no tempo, é a decisão, de riscar um papel
em branco.
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