sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Céu


Quando criança imaginava aquele Deus com uma barba branca, vestes brancas com partes cinza e Ele caminhava por cima das nuvens. Eu via as nuvens com formatos diferentes, uns nada a ver, e alguns com desenhos que na minha mente parecia objetos que vejo e costumo ver no dia a dia. 

Estava andando uma vez no banco traseiro do carro do meu pai e vi algo que nunca esqueci. Ao olhar pro céu e imaginar o porquê de tanta pobreza no mundo e o porquê de tanta gente com caráter diferente e milhões de pessoas no mundo sem saber que rumo ir e procurar um rumo e perder o caminho da vida. E então minha imaginação levava-me a crer que nada faz sentindo quando não olhamos para o céu pela busca insensata de querer buscar. Foi quando vi o formato de um rosto de um homem, que impunha postura severa, mas as sombras que faziam o formato dos olhos eram de compaixão e amor, mas amor de forma justa.

Percebi com o passar dos anos que eu via arte no céu, via vida na terra, e via sopro nos ventos. As nuvens tinham qualquer formato, simplesmente porque eu buscava por respostas e na minha mente criava um mundo pela qual somente eu via e então me toquei que talvez isso seja apenas comigo, porque foi como eu entendi que o céu é. É como ele deve ser simplesmente para nos mostrar que existe arte no meio da verdade, e verdades no meio da arte, qualquer coisa pode ser arte ou verdade, basta ser com pureza e sinceridade, mais nada!
     -Jhuan Neuber-

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