"Em 1902 enterrei um objeto no jardim da minha casa na
esperança de que algum de meus herdeiros o achasse e pudesse dali fazer muitas
riquezas". - Com o passar do tempo percebi que esses herdeiros na verdade
podia nunca existir, e aquela casa? Poderia nunca ser da família nos próximos
séculos-
João Filho sempre fez planos, sempre
sonhou e sempre viveu por esperanças em favor do futuro.
Pobre, branco, meio ruivo, usava botinas
velhas, bermudas rasgadas de umas cores meio estranhas, com cor de barro, bege,
mostarda, e camisas listras ou toda básica com as mangas da camisa bem coladas.
A sua única diversão era um balanço feito de pneu velho do trator do pai. Ele
sempre se perguntava como seria viver fora dali. Seus sonhos iam além de querer
viver em outra cidade ou estado, viver para ele seria apenas construir uma casa
na árvore e todas as noites poder ouvir histórias de terror com seus colegas,
para João Filho, viver seria apenas crescer e ser um doutor, ou xerife da
região, viver seria apenas, não comer pão seco e comida de uma semana, mas por
seu esforço, ter coisas boas e poder dá aos seus filhos algo melhor que seus
pais os deram.
O sorriso era inevitável, a alegria
surreal de uma alma rica tomada por um corpo tão pobre, imaginações incríveis que
eram inadmissíveis por seus colegas de mesma classe social. Mas isso tudo seria
lembrado, e o que marcaria seria sua forma simples de se vestir, suas botinas,
suas bermudas encardidas e suas camisas listradas que fazia todos perceberem
que João Filho era um garoto pobre, mas por seu coração grande e sua vontade de
fazer alguém rico, o fez enterrar no jardim de sua casa sonhos que jamais
seriam esquecidos.
-Jhuan Neuber-
-Jhuan Neuber-

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